30 de junho de 2011

Inexistência

Todas as coisas que ainda não foram criadas vivem no mundo da inexistência; um poema, uma pintura, uma música, uma foto, um celular, um computador, um carro...
Estão todos vagando pelo mundo da inexistência, esperando calmamente, sem pensamentos, sem sentimentos, sem existência, à espera de alguém que precise deles. Então quando são necessários eles são sugados através da mente de seu criador e despejados no mundo da existência.
Vivemos no mundo da existência, e um dia voltaremos para a inexistência...

O Mundo

"Talvez ainda haja no mundo
Correntes pra me segurar
Talvez ainda haja na terra
Porto pra me ancorar,

E mesmo depois de tudo
Ainda sentirei falta
E me lembrarei, saudoso
De toda aquela solidão mundana,

E mesmo que você veja a beleza do mundo,
Aquele pôr-do-sol escondido
E o desabrochar das flores primaveris,
E se esconda entre as dobras do tempo
Com medo de ver o mundo cair,

O mundo já caiu, querido
Agora nós dançamos sobre os destroços."

22 de junho de 2011

"O Grito" de Edvard Munch


" Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta– havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza. "

Edvard Munch

12 de junho de 2011

A Beleza Julga cada Sentimento

"Eu lamento muito que meus olhos
Tenham batido em você,
Eu lamento muito que minha aparência
Tenha manchado você,
E eu lamento muito que minha saudade
Não se vai,
E eu lamento muito que minha alma
Beba você

Eu tenho olhos para ver seu rosto
E com quem você está
Eu tenho ouvidos para ouvir seu riso e o jeito que você fala
E a maneira como sua voz segue a melodia perdida

A vida mostra misericórdia
Para as almas dos condenados
E, em seguida, não haverá mais morte
Porque as cinzas revelam que
Seus corações ainda ardem

A beleza julga cada sentimento
Ajuste sem propósito."

10 de junho de 2011

Nem a memória, nem a magia

"Vivi em um tempo
Em que o traidor é glorioso
Vivi em um tempo
Em que os vivos invejam o silênico putrefato do mortos
Vivi em um tempo
Em que o ser humano, decadente, tornou-se um monstro

Monstros entre os quais vivo, mostros entre os quais...
Monstros os quais abandono
E não olharei para trás
Nem a memória, nem a magia
Me protegerão destas profecias do céu."

5 de junho de 2011

Estrela

"Estrela:


Nadando pelo céu da noite
A lua leitosa reluz sobre os sonhos
Nos mantos negros do infinito
E no meu céu de infância
E agora que o senhor da terra abriu suas mãos
Eu também abri meus olhos... Sonolento...
E percebi que uma estrela nasceu... Singela...
Seu brilho não se percebe
Sua luz não ilumina
Seu nome não está nos livros
Mas definitivamente nasceu uma estrela."