30 de abril de 2011

Ondinas

"Ondinas:

Via um selvagem lago
Um viajante dá de beber ao seu cavalo
Nas bordas infinitas da água
Ele vê reflexos como mil espectros

Via um selvagem lago
Um viajante vê uma ondina solitária
Ela se movimenta como se movimenta a água
Ela é mais alva que alvura, ela é mais pura que a pureza

O sol calmo reflete em sua pele
E o seu cabelo é como os cabelos das ninfas
O viajante atira seu corpo na inundação
Ele expurga seus pecados
E lambe seus seios com a mansidão das águas
Ele amou sua carne
Ela abriu o seu corpo

E as suas cinzas se espalharam pelas ondas."

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